Nasci no dia 1 de Dezembro do ano da graça de MCMLXXXIII na Cidade do Porto, um mês antes da data... A minha vontade de explorar o mundo começou quando ainda estava na barriga da minha mãe, e foi por isso que me apressei a sair.

 

Até aos 11 anos de idade a minha ideia de mundo era explorar o quintal, onde subia as árvores, e fazia pequenos abrigos. Depois das aulas, na primária, ia para o Liceu Rodrigues de Freitas fazer horas até me levarem para casa. No entanto, até lá explorava os campos de jogos cheios de árvores e esconderijos! No Verão, ia para casa da minha avó e aventurava-me por bouças entre o Amial e Santa Luzia. A partir desta idade, o meu pai já me deixava sair de casa e ir dar umas voltas de bicicleta e ainda passear os cães sozinho (mal ele sabia que no verão desde a primária já eu vagueava sozinho :P). A partir daí, a aventura foi ainda maior: Já pude passear pelos terrenos á volta de minha casa, caçava rãs em terrenos baldios, tentava não ficar preso nos charcos - foi aqui que fiz alguns dos meus amigos de infância que moravam nas redondezas. Nesta altura já andava com um mapa da cidade do Porto e ia passear de bicicleta para sítios que nunca tinha ido (já andava farto do mesmo percurso :P )

 

Com os meus 12 anos tive a oportunidade de participar num programa de verão da RTP. Quem é que não se lembra daqueles programas em que os miúdos faziam actividades radicais?

 

Felizmente fui um desses sortudos! Tudo começou quando estava numa aula de Físico-Química, no 7º ou 8º ano, quando uma funcionária veio informar a nossa turma que na escola tinham aberto inscrições para participar nas eliminatórias desse programa (era uma escola de cada distrito, por sorte calhou na minha). Inscrevi-me e lá fui, um dia de actividades numa ilha no meio do Rio Douro! Canoagem (aqui apaixonei-me por esta actividade), tiro com arco (hoje em dia sou atleta desta modalidade), escalada e jogos tradicionais. No final, indicaram os resultados, eu e a minha colega ficamos em primeiros suplentes. Agora bastava esperar que uma das equipas seleccionadas não pudesse ir… até que um dia, ligam para a minha casa a dizer que fomos seleccionados porque uma das equipas não podia participar na data em que iriam gravar o programa. Lá fui eu nas férias uma semana para Aveiro, com tudo pago, participar no Riaventura. Não dava para estar quieto: Provas de btt, actividades com cordas (elevador, ponte himalaia, slide, escalada) corrida de bateiras (barco tipico de aveiro), indescritível para um miudo da minha idade que nunca tinha participado em actividades do género...

Link: RTP - RIAVENTURA

 

Aos 14 anos entrei para os escuteiros, algo que queria à muito tempo, mas como era um puto reguila o meu pai nunca me deixou ir… Nos escuteiros, tive a oportunidade de ir acampar, fazer raids, fazer actividades internacionais, entre outras mil oportunidades. Abriu-se um mundo novo, ainda me recordo do meu primeiro acampamento: Um raid de 30km por linha férrea entre o Pocinho e Barca D’Alva. Em 3 dias percorremos o trilho, pernoitamos em estações abandonadas, sofremos um bocado com a falta de água, mas no final valeu a pena. Foi a primeira e uma das minhas melhores actividades, entre outras, destaco também uma actividade nos Picos de Europa, que foi a primeira vez que vi neve, em que fizemos alguns dos trilhos, passeámos por alguns dos sítios mais bonitos que existem por lá e acabámos no final por passar uns dias em Bayona em bungalows onde me permitiu ir visitar pela primeira vez, Santiago de Compostela. Na minha memória guardo também outra actividade marcante, a primeira vez que fiz o Caminho de Santiago desde o Porto. Foram 10 dias excelentes de convivo, de esforço sempre acompanhado pelas melhores pessoas possíveis (Kico, Lia e Dinis) e claro pela melhor equipa de apoio (Leandro, Sandra e os pais da Lia). Em outra altura, tive a oportunidade de ir do Porto a Fátima de bicicleta também com o meu clã, pude em outro momento descer o Douro de canoa durante uma semana - algo que já queria fazer alguns anos antes pois era uma ideia de actividade que o meu chefe dos escuteiros Zé Paulo dava muitas vezes, mas nunca tivemos oportunidade de fazer.

 

Desde então tenho feito com os escuteiros  - ou por vezes sozinho - algumas caminhadas, raids, uma tentativa de ir Santiago de bicicleta (não realizada por motivos de doença), e outras viagens de bicicleta. E porque? Pelo simples facto de adorar aventura, o desconhecido e viajar… seja de carro, camioneta, comboio, a pé ou bicicleta, conhecer novos sítios, novas pessoas é algo que me faz sentir mesmo bem.

 

Uma outra área que também me despertou grande interesse foi o Bushcraft e Sobrevivência há mais ou menos um ano (Maio 2010), quando descobri um fórum nacional sobre isto. Estava eu na internet à procura de documentos sobre sobrevivência, kits de sobrevivência, e abrigos. Entre as minhas pesquisas, deparei-me com este fórum. A minha curiosidade fez com que o meu dicionário aprendesse o significado de uma nova palavra: Bushcraft (que traduzido à letra significa artes do mato).

 

Quando eu me considerava um bicho-do-mato, e que tinha gostos por áreas que ninguém dá a mínima importância, descobri um fórum com algumas centenas de utilizadores que partilhavam a minha paixão. A partir dai, tenho aproveitado para aprender novas técnicas, ver revisões sobre materiais e produtos, entre outras coisas. Posso dizer que agora tenho material de campo mais leve e prático, e que acima de tudo que vão facilitar a caminhada que pretendo fazer graças ao que tenho aprendido.

Link: Fórum de Bushcraft PT

 

Mas, há outras coisas que me fascinam, e sem dúvida nenhuma que a fotografia é uma delas. Desde pequeno que a fotografia era algo que chamava a minha atenção… Tinha uma máquina de rolo que levava para as actividades e visitas de estudo. Mas infelizmente os rolos faziam com que este hobbie se torna-se dispendioso e obsoleto.

 

Este meu gosto pela fotografia regressou em 2007 quando me ofereceram uma máquina digital. A partir daí foi um instante até comprar uma máquina melhor e com mais funções. Sei que não passo de um amador, mas o meu gosto faz com que tenha sempre vontade de aprender mais e mais. Nos últimos dois meses pude desenvolver mais técnicas, como fazer revelação e ampliação de fotos a preto e branco, graças a um workshop que tive a oportunidade de participar. Passei a adorar fotografia analógica a preto e branco, e se antes considerava que a fotografia a rolo era dispendiosa, hoje em dia só penso que é uma arte que nunca pode acabar.

Link: José Xavier - Fotografia

 

Mas ainda tenho muitos sonhos por realizar! Neste momento gostaria de viajar pelo mundo e conhecer todos os sítios possíveis e imaginários.

Desde muito novo, quando ainda andava na primária, que gostaria de visitar o antigo Congo Belga, actual República Democrática do Congo, e conhecer os pigmeus, isto tudo porque na altura falávamos muito sobre eles…

Por outro lado, ando fascinado com o Nepal e o Tibete, gostaria de atravessar a pé de um país para o outro.

Já mais recentemente abriu-se a vontade de viajar até ao Canadá e conhecer as maravilhas da sua terra e quem sabe passar uma temporada lá…

 

Veremos com o tempo se todas estas vontades vão passar ou não de um sonho do qual não quero acordar…